O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a enfatizar a necessidade de reformas profundas na gestão dos ativos do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). As preocupações com a elevada concentração de ativos em depósitos bancários com rendimentos baixos já foram expressas anteriormente, e o FMI destaca que a situação não é nova, sendo um tema debatido há mais de 15 anos. A gestão ineficiente dos recursos pode levar a pressões significativas no sistema de pensões, que opera sob um modelo de benefício definido. Entre as recomendações do FMI, está a necessidade de contratar consultores financeiros especializados para rever a estratégia de alocação de ativos do INPS. Além disso, o FMI sugere a implementação de uma política de contenção de custos e a consideração de um eventual aumento da idade de reforma. A instituição também se opõe ao aumento da taxa contributiva, argumentando que isso poderia prejudicar a criação de empregos. O FMI destaca a fraca rentabilidade dos depósitos bancários em comparação com os títulos do Tesouro, sugerindo que a transferência de parte dos depósitos para esses títulos poderia aumentar os rendimentos sem aumentar o risco. A diversificação internacional em obrigações soberanas também é vista como uma forma de melhorar o retorno e reduzir riscos. O FMI recomenda que qualquer mudança na alocação de ativos seja feita de forma gradual e em coordenação com o Banco de Cabo Verde para evitar impactos negativos na liquidez do sistema financeiro.