A celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, foi interrompida pela primeira vez em séculos, com autoridades israelenses barrando a entrada de líderes cristãos. Esta decisão, que ocorre em meio a uma escalada militar no Médio Oriente, provocou uma reação imediata do Vaticano e de vários governos europeus, que a consideraram uma violação da liberdade religiosa. O patriarca latino de Jerusalém e outros líderes religiosos foram impedidos de realizar a missa, o que foi classificado como um 'precedente grave'. As restrições foram justificadas pela polícia israelita, que alegou preocupações com a segurança e a complexidade da área da Cidade Velha. Desde o início de uma ofensiva militar em fevereiro, Israel tem imposto limitações a grandes aglomerações em locais sagrados, incluindo sinagogas e mesquitas, durante o mês do ramadão. A reação internacional foi rápida, com líderes como a primeira-ministra italiana e o presidente francês condenando a decisão e expressando apoio aos cristãos. O Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, é um momento significativo para os cristãos, e a proibição das celebrações tem gerado tristeza entre os fiéis, que tradicionalmente se reúnem em Jerusalém para participar das festividades. Diante das restrições, o Patriarcado cancelou a tradicional procissão do Monte das Oliveiras, e muitos cristãos palestinianos se reuniram em outros locais para celebrar a data. A situação reflete o impacto do conflito militar nas práticas religiosas na região, com muitos lamentando a perda de tradições que são parte essencial da fé cristã.

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Israel Proíbe Cristãos de Celebrar Domingo de Ramos em Jerusalém
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