Manuel Chang, ex-ministro das finanças de Moçambique, enfrenta atrasos na sua deportação para Moçambique devido a entraves relacionados com a sua escala em Lisboa. A defesa apresentou um requerimento ao tribunal federal de Nova Iorque, solicitando que o juiz intervenha para garantir a deportação imediata e a assistência médica necessária durante a custódia. Chang, que deveria ter sido libertado em março de 2026, continua detido sob a custódia do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos EUA (ICE) e enfrenta problemas de saúde significativos sem o tratamento adequado. O documento da defesa destaca que, apesar de uma ordem de remoção acelerada e da emissão de um documento de viagem de emergência pela embaixada de Moçambique, Chang não conseguiu embarcar no voo para Maputo devido à falta de aprovação das autoridades portuguesas. Desde a sua transferência para a custódia do ICE, os advogados têm tentado coordenar a deportação, mas sem sucesso. A situação de Chang é complicada por sua condenação a 102 meses de prisão por fraude eletrónica e branqueamento de capitais, resultante do caso das dívidas ocultas de Moçambique. A defesa apela à intervenção do tribunal não apenas para acelerar a deportação, mas também para garantir que Chang receba a medicação necessária, dado seu estado de saúde precário.