O Ministério Público de Cabo Verde voltou a constituir Herminio Silves e o jornal Santiago Magazine como arguidos, desta vez por violação do segredo de justiça no caso de Carlos Santos. A acusação, elaborada pelo procurador Heidimilson Frederico, aponta que Estevão da Rosa, um oficial de justiça na Comarca do Sal, teria fotografado partes do processo e enviado ao jornalista, insatisfeito com uma decisão disciplinar que resultou em sua suspensão de 45 dias. A magistrada Guilma Pereira entregou a Estevão da Rosa os autos da carta precatória, incluindo o Auto de Constituição de Arguido de Carlos Santos, que foram posteriormente divulgados pelo jornalista. A acusação também menciona uma segunda peça noticiosa que reforça a ideia de desobediência qualificada, levando à formalização das acusações contra ambos, o jornalista e o jornal. O Ministério Público planeja juntar provas periciais que envolvem a análise forense dos dados do telemóvel de Estevão da Rosa, que foi apreendido. Carlos Santos, ex-ministro dos Transportes e Turismo, confirmou sua constituição como arguido e anunciou sua demissão após a publicação da notícia. O procurador geral da República, Luis Landim, anunciou a abertura de instrução por violação do segredo de justiça contra o jornalista e o jornal, enquanto Carlos Santos aparece agora como testemunha de acusação neste novo processo. Herminio Silves e Santiago Magazine já enfrentam outro processo por desobediência qualificada relacionado a uma investigação sobre o atual ministro da Administração Interna.