O Parlamento de Israel, conhecido como Knesset, aprovou nesta segunda-feira, 30, uma lei que institui a pena de morte para palestinianos condenados em tribunais militares por ataques que resultaram em mortes. A proposta, impulsionada pelo ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, recebeu 62 votos a favor e 8 contra, e tem gerado intensas críticas de países europeus e organizações de direitos humanos, que a consideram uma padronização da pena de morte em território palestiniano ocupado. A nova legislação permite que tribunais militares israelenses apliquem a pena de morte sem a necessidade de consentimento do Ministério Público, podendo ser aprovada por maioria simples. Além disso, a lei prevê que cidadãos israelitas também possam ser punidos com pena capital em circunstâncias específicas. Os condenados serão mantidos em instalações separadas, sem visitas, exceto de pessoas autorizadas, e terão acesso a consultas jurídicas apenas por videoconferência. A medida foi celebrada por aliados de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que defendem um endurecimento das punições em casos de violência. No entanto, opositores afirmam que a lei é seletiva e discriminatória, pois não se aplica a cidadãos judeus condenados por crimes semelhantes. A comunidade internacional, incluindo ministros de Relações Exteriores de vários países europeus, expressou preocupação com a aprovação da lei, considerando-a uma violação dos direitos humanos e dos princípios democráticos. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também condenou a legislação, afirmando que ela representa uma violação do direito internacional e uma tentativa de intimidar os palestinianos. Abbas enfatizou que tais medidas não quebrarão a vontade do povo palestiniano em sua luta por liberdade e independência.