Nelson Faria, presidente da Adeco, afirmou que a estabilização de preços anunciada pelo Governo deve ser vista de forma 'relativa', pois o custo de vida continuará a aumentar, apesar das medidas. Ele explicou que a estabilização não significa que os preços vão parar de subir, mas que o ritmo do aumento será controlado. A perda de poder de compra dos cabo-verdianos tem sido acentuada, com uma quebra de cerca de 20% nos últimos dez anos e mais de 15% nos últimos cinco anos. Faria destacou que, mesmo com a inflação a crescer a um ritmo mais lento, as famílias continuam a ser penalizadas pela falta de atualização de rendimentos. Ele alertou que não haverá estabilização do impacto sobre bens e serviços, que continuarão a aumentar devido a outros fatores de custo, além dos combustíveis. A Adeco propõe ao Governo medidas adicionais, como a isenção do IVA para bens alimentares essenciais e o alargamento da tarifa social de água e eletricidade. A associação também se comprometeu a monitorar os preços através do Índice de Consumo Essencial (ICE) e a denunciar situações de especulação. Faria apelou a uma comunicação clara com os consumidores, evitando falsas expectativas, e enfatizou a importância de priorizar o apoio às famílias vulneráveis e acelerar investimentos em energias renováveis para reduzir a dependência de choques externos no futuro.

Economia
ADECO considera estabilização de preços 'relativa' e alerta para queda do poder de compra
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