Ulisses Correia e Silva, presidente do Movimento para a Democracia (MpD) e atual primeiro-ministro, enfrenta um dos piores momentos da sua carreira política. A elaboração das listas de candidatos para as eleições legislativas de 17 de maio revelou-se problemática, com protestos e descontentamento entre militantes e candidatos propostos por ele. Após dois dias desde que recebeu a tarefa de fechar as listas, Ulisses ainda não conseguiu concluir o processo, especialmente nas regiões de Santiago Sul e Santiago Norte, onde muitos militantes se recusam a ser candidatos. As dificuldades enfrentadas por Ulisses estão ligadas a questões de posição nas listas, com alguns militantes a quererem lugares de destaque, enquanto outros se posicionam para evitar uma possível derrota eleitoral. Além disso, o descontentamento também se estende a São Vicente, onde a exclusão de Mircéa Delgado, uma deputada bem avaliada, gerou críticas. A situação reflete uma perda de autoridade política de Ulisses, que já não consegue controlar o partido como antes. A falta de apoio de figuras importantes do MpD, como Alberto Mello e Paulo Veiga, que se recusaram a integrar a lista de candidatos por Santiago Sul, agrava ainda mais a situação. A imagem de Ulisses perante a opinião pública está a ser afetada, e isso poderá ter consequências nas próximas eleições.

Política
Ulisses enfrenta crise política
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