A Coreia do Norte expressou descontentamento com uma recente resolução da ONU que aborda as violações dos direitos humanos no país, acusando a comunidade internacional de aplicar 'dois pesos, duas medidas'. A diplomacia de Pyongyang argumenta que a resolução, que já é uma prática de longa data, reflete o estado deplorável dos direitos humanos na ONU. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte classificou as posições da ONU como uma grave provocação política, alegando que foram contaminadas por politização e seletividade. No comunicado da agência de notícias estatal KCNA, o governo norte-coreano destacou que a situação no Médio Oriente, marcada por massacres, ofusca os crimes contra a humanidade cometidos na Segunda Guerra Mundial. O regime fez referência à morte de crianças em um bombardeio no Irão, como um exemplo das atrocidades que ocorrem globalmente, sugerindo que a ONU deveria focar nesses eventos em vez de criticar a Coreia do Norte. A resolução da ONU, aprovada em Genebra, condena as violações sistemáticas e generalizadas dos direitos humanos na Coreia do Norte, com a Coreia do Sul decidindo co-patrocinar o texto, apesar de considerar a abstenção. A Relatora Especial da ONU sobre os direitos humanos na Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, afirmou que a situação dos direitos humanos no país não melhorou na última década, com muitos casos de deterioração, apesar de alguns relatos isolados de avanços.