A diplomacia do Irão acusou os Estados Unidos de fazerem exigências 'maximalistas e irracionais', negando ter solicitado um cessar-fogo, em resposta às declarações do Presidente Donald Trump. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, afirmou que não existem negociações diretas com os EUA, apesar de mensagens terem sido recebidas através de intermediários. Trump, por sua vez, prometeu um ataque severo ao Irão nas próximas semanas, após um mês de conflitos que resultaram em milhares de mortos. Baghaei refutou as alegações de Trump, que disse que o novo presidente iraniano tinha pedido um cessar-fogo, considerando-as 'falsas e infundadas'. As tensões aumentaram após os EUA e Israel lançarem uma campanha de bombardeamentos contra o Irão, com Trump a prometer atacar as centrais elétricas iranianas se não houver um acordo. A situação é complexa, com o Irão a responder a ataques e a bloquear o estreito de Ormuz, vital para o comércio petrolífero mundial. O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também se manifestou, alegando que Trump está a ser manipulado por Israel e questionando a política de 'America First'. Ele defendeu que o Irão não representa uma ameaça e que nunca iniciou uma guerra, enfatizando a busca por um acordo e o cumprimento de compromissos. O conflito já causou mais de três mil mortes, principalmente no Irão e no Líbano, onde o Hezbollah se envolveu após ataques a Israel.
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Irão considera exigências dos EUA como 'maximalistas e irracionais'
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