De acordo com o Banco Mundial, Moçambique é o segundo país mais pobre do mundo e um dos mais desiguais, com 81% da população vivendo com menos de três dólares por dia. O economista Egas Daniel destaca que a situação de pobreza se agravou na última década devido a crises sucessivas, incluindo a pandemia e fenómenos climáticos extremos. Apesar do crescimento económico, a pobreza aumentou, refletindo a ineficácia das políticas implementadas nos últimos dez anos. Egas Daniel critica a forma como o Banco Mundial classifica a pobreza, argumentando que a linha de pobreza utilizada pode não refletir a realidade local. Ele sugere que uma avaliação nacional poderia mostrar uma imagem menos crítica da pobreza em Moçambique. Além disso, ele menciona que a pobreza vai além do consumo, envolvendo outras dimensões que não são consideradas nos relatórios do Banco Mundial. O economista conclui que a combinação de crescimento populacional e choques inflacionários tem contribuído para o aumento da pobreza, e que as políticas atuais precisam ser revistas para enfrentar esses desafios de forma eficaz.