De acordo com dados divulgados pela ADECO, o poder de compra das famílias em Cabo Verde caiu cerca de 15% nos últimos cinco anos. A associação apresentou o Índice de Consumo Essencial (ICE), que revela que o salário mínimo é insuficiente para cobrir as despesas básicas de vida. A ilha do Sal é a mais afetada, com um custo de vida elevado, onde um indivíduo saudável precisa de 34.909 escudos para satisfazer suas necessidades básicas. O relatório da ADECO destaca a disparidade entre os rendimentos e as necessidades básicas das famílias, especialmente para aquelas que dependem do salário mínimo. Em São Vicente, o ICE subiu para 24.856 escudos, enquanto na Praia, o valor é de 33.156 escudos. A alimentação é o principal gasto, com valores que se aproximam ou ultrapassam o salário mínimo. O Presidente da ADECO, Nelson Faria, enfatiza a urgência de medidas concretas para abordar a crise do poder de compra. Ele pede um aumento do salário mínimo que reflita as necessidades de consumo essencial, especialmente em um contexto de inflação crescente. A ADECO também alerta para a necessidade de ações governamentais efetivas após as próximas eleições para mitigar os impactos da inflação e das tensões geopolíticas.