A Aliança Lusófona de Especialistas para a Doença Falciforme (Alua) defendeu, em Díli, a necessidade de uma maior divulgação pública sobre a doença falciforme, especialmente em Portugal, onde os casos têm aumentado nos últimos anos. Esta doença genética, que altera a forma dos glóbulos vermelhos, pode causar dores intensas, anemia e danos nos órgãos, e é cada vez mais frequente em várias regiões, incluindo os PALOP. Os especialistas alertam que, apesar de não haver cura, o tratamento precoce pode proporcionar uma esperança média de vida semelhante à de um adulto saudável. A doença, originária do continente africano, é também encontrada na América, principalmente no Brasil, e na Europa, mas continua a ser negligenciada nas políticas públicas, principalmente devido à sua associação com populações afrodescendentes. Guilherme Queiroz, pesquisador da Universidade Pompeu Fabra e do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, destacou que a Alua foi criada para aumentar a visibilidade da doença e promover a pesquisa em língua portuguesa. A fundação da Alua em 2023 visa fortalecer o diagnóstico, tratamento e cuidado integral das pessoas afetadas pela doença falciforme na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Saúde
Médicos Lusófonos Pedem Mais Divulgação da Doença Falciforme
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