O atual conflito no Estreito de Ormuz está a causar uma disrupção significativa na produção e comércio de fertilizantes, essenciais para a agricultura moderna. Analistas alertam que, ao contrário da crise de 2022, que se concentrou nas exportações de cereais, o impacto atual é mais abrangente, afetando diretamente a disponibilidade de recursos agrícolas. O bloqueio está a comprometer cerca de 43% do comércio global de ureia e 45% das exportações de enxofre, essenciais para a produção de fertilizantes. Os efeitos já são visíveis em várias regiões do mundo, incluindo a Índia e os Estados Unidos, onde agricultores enfrentam dificuldades crescentes no acesso a fertilizantes e um aumento drástico nos preços. A situação é alarmante, pois muitos agricultores estão a adiar a compra de fertilizantes na esperança de uma descida de preços, mas a escalada do conflito está a inverter essa tendência. Em África, países como Quénia, Tanzânia, Sudão e Somália estão a sentir o impacto do aumento dos custos de combustível e fertilizantes, refletindo-se em preços de alimentos em ascensão. A crise alimentar pode agravar-se, especialmente se os agricultores forem forçados a reduzir a utilização de fertilizantes devido aos custos elevados, resultando numa queda na produção agrícola global.