Durante a sessão da Assembleia Nacional nos dias 25 e 26 de Março, surgiu a proposta de encerrar a atividade parlamentar nesta legislatura, possivelmente com uma última sessão em Abril. A discussão se baseia na alegação de que muitos deputados atuais são candidatos nas eleições de 17 de Maio, o que poderia comprometer a neutralidade do parlamento. A proposta levanta questões sobre a legalidade e a constitucionalidade de encurtar o mandato dos deputados, que deveria terminar apenas com a nova legislatura. Os defensores da proposta argumentam que a continuidade das sessões parlamentares poderia violar o artigo 97º do Código Eleitoral, que proíbe a utilização de recursos públicos para propaganda política. No entanto, críticos apontam que a suspensão das atividades parlamentares em nome da neutralidade pode ser uma forma de limitar a governança e a atividade legislativa, colocando o governo em modo de gestão. Além disso, a atuação do presidente da república durante o período eleitoral é questionada, uma vez que ele também deveria manter uma postura neutra. As visitas do presidente a várias ilhas e municípios desde a publicação da data das eleições levantam preocupações sobre a imparcialidade e a neutralidade necessárias em um ambiente eleitoral. A situação reflete uma tensão entre a necessidade de manter a integridade do processo eleitoral e a funcionalidade das instituições democráticas.