A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) expressou hoje preocupações sérias sobre a implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) da Radiotelevisão Cabo-verdiana (RTC). O comunicado da AJOC destaca que muitos jornalistas e correspondentes, alguns com mais de duas décadas de serviço, continuam sem revisão contratual e recebem salários próximos do mínimo nacional, sem acesso a direitos básicos como férias e inscrição no INPS. Além disso, a AJOC aponta que muitos profissionais não estão adequadamente enquadrados no novo PCFR, levantando questões sobre a igualdade de tratamento. A proposta apresenta fragilidades estruturais, como a ausência de um Manual de Descrição de Funções claro e critérios de transição que desvalorizam a antiguidade e a experiência profissional. O sindicato também critica a introdução de um regime de exclusividade sem base legal clara e sem negociação com os trabalhadores, o que pode violar princípios constitucionais. A AJOC alerta que o processo atual pode institucionalizar desigualdades e desmotivar profissionais essenciais para a qualidade da informação em Cabo Verde. Diante deste cenário, a AJOC exige uma revisão imediata do PCFR, garantindo uma integração justa e digna para todos os jornalistas e correspondentes, e manifesta sua disposição para um diálogo construtivo.

Sociedade
AJOC alerta para injustiças no PCFR da RTC e pede revisão imediata
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