A AJOC (Associação dos Jornalistas de Cabo Verde) manifestou preocupações sobre a situação precária dos jornalistas da Rádio Televisão Pública (RTP), que, apesar de anos de serviço, continuam a trabalhar em condições desfavoráveis. Muitos desses profissionais não têm revisão contratual e recebem salários próximos do mínimo nacional, sem acesso a direitos básicos como férias e inscrição no INPS. A associação destacou que a exclusão de jornalistas experientes do novo PCFR representa uma injustiça inaceitável, prejudicando a valorização do mérito e da experiência. Além disso, a AJOC criticou a situação dos correspondentes da RTP nas ilhas, que enfrentam vínculos precários e remunerações inadequadas, o que é incompatível com uma política séria de valorização profissional. A AJOC também levantou preocupações sobre a introdução de um regime de exclusividade sem base legal e sem negociação com os trabalhadores, o que pode violar direitos fundamentais. A proposta do PCFR apresenta fragilidades, como a falta de um Manual de Descrição de Funções claro e critérios de transição que desvalorizam a antiguidade dos profissionais. A associação pediu uma revisão imediata do PCFR e a integração justa de todos os jornalistas, incluindo os que trabalham nas ilhas, além da garantia de direitos laborais básicos e um diálogo transparente com os representantes dos trabalhadores.