Durante a 12ª edição do Atlantic Music Expo, que decorre entre os dias 6 e 9 deste mês na Cidade da Praia, a start-up SONA apresentou a sua visão para os direitos criativos africanos. A SONA tem como objetivo permitir que os criadores estabeleçam a titularidade das suas obras, controlem a sua utilização e recebam a remuneração devida, utilizando uma infraestrutura projetada para ser escalável e interoperável com sistemas existentes. O AME destaca tanto o potencial global da música africana quanto as fragilidades estruturais do setor, como a fragmentação de dados e a complexidade nos fluxos de pagamento. A SONA surge como uma solução para esses desafios, promovendo um ecossistema mais eficiente e transparente sem substituir as estruturas já existentes. A infraestrutura da SONA foi desenvolvida em colaboração com criadores e instituições e incorpora ferramentas de inteligência artificial para a gestão de direitos, além de um motor de pagamentos que assegura uma remuneração mais rápida e rastreável. A SONA também busca formalizar parcerias com a Sociedade Cabo-verdiana de Música para modernizar o setor musical em Cabo Verde. Com a SONA, espera-se que o crescimento da cultura africana no cenário global se traduza em valor justo para os seus criadores, reforçando a proteção jurídica e institucional dos direitos autorais. A marca SONA está registrada sob a legislação cabo-verdiana, solidificando seu compromisso com a proteção dos direitos criativos.