Recentemente, o preço do cimento na ilha Brava disparou, passando de 1.265 escudos para 1.500 escudos, o que gerou preocupação entre os empreiteiros locais. A distribuidora de cimento, Dina Vicente, atribui o aumento à empresa fornecedora Cimpor, mas os profissionais do sector consideram a justificativa insuficiente. O empreiteiro António Alves expressou que este aumento pode resultar em prejuízos para obras já orçamentadas, especialmente aquelas que estão em andamento com base no preço anterior do material. Alves criticou a falta de comunicação prévia sobre o aumento, afirmando que as obras em curso estão agora em risco devido ao novo preço. Ele destacou que a situação é ainda mais complicada na ilha Brava, onde existe apenas um fornecedor de cimento, o que limita as opções e eleva os custos. O pedreiro Euclides Garcia também compartilhou preocupações semelhantes, alertando que o aumento terá reflexos diretos no custo das construções. A ilha Brava já enfrentou dificuldades no abastecimento de cimento, tendo passado quase dois meses sem o produto. A distribuidora, Dina Vicente, implementou um sistema de racionamento, permitindo que cada comprador adquirisse apenas entre 15 a 20 sacos, numa tentativa de garantir que mais pessoas tivessem acesso ao cimento. Com o aumento recente, a incerteza quanto ao futuro dos preços continua a preocupar os trabalhadores do sector.