A recente aprovação do PCFR (Lei n.º 46/X/2025) expõe fragilidades na estrutura da carreira docente, evidenciando uma desconexão entre as exigências de qualificação e a progressão na carreira. As novas regras de formação surgem sem uma base sólida, levantando questões sobre a coerência da reforma. Além disso, a elevação das exigências de habilitação pode limitar o acesso a escalões superiores, afetando negativamente professores com anos de serviço. A falta de diálogo com os representantes da classe docente contribui para a exclusão de alguns profissionais, especialmente aqueles sem licenciatura, o que pode comprometer a legitimidade das mudanças propostas. Por fim, a reorganização da formação de professores deve ser a base de qualquer reforma, mas a sua introdução tardia e desconectada do regime de carreiras existente gera tensões e incertezas.