A Justiça dos Estados Unidos decidiu hoje que os advogados de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, não poderão utilizar provas que envolvem outros arguidos, incluindo o ministro do Interior Diosdado Cabello. Esta decisão foi proferida pelo juiz Alvin K. Hellerstein, que também destacou que o material do caso é restrito a aqueles que foram detidos. Maduro, capturado em janeiro pelas forças norte-americanas em Caracas, enfrenta acusações graves, incluindo narcoterrorismo, tráfico de droga e corrupção. Além disso, os advogados de Maduro tentaram arquivar o caso, mas o juiz recusou o pedido, afirmando que a questão do pagamento dos honorários dos advogados, devido a sanções, será abordada em breve. O juiz Hellerstein enfatizou que a situação financeira do Governo venezuelano não impede o andamento do processo. A Administração dos Estados Unidos já anunciou que novas acusações contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serão apresentadas. Este revés legal representa mais um desafio para Maduro e Flores, que continuam a declarar-se inocentes das acusações. Os procuradores norte-americanos alegam que o casal se beneficiou da riqueza da Venezuela, enquanto o país enfrenta uma crise econômica severa. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novas revelações e desenvolvimentos no caso.