Cabo Verde é destacado pelo Banco Mundial como um dos países com melhor desempenho económico na África Subsaariana, com um crescimento estimado entre 4,8% e 5,1% a médio prazo, impulsionado pela recuperação do turismo e estabilidade macroeconómica. Apesar de uma recuperação consistente dos impactos da pandemia, o crescimento é considerado insuficiente para uma transformação estrutural profunda da economia. O rendimento per capita aumentou mais de 45% desde 2014, colocando Cabo Verde entre os melhores da região. No entanto, a dívida pública, embora tenha diminuído, permanece elevada, com níveis próximos de 100% do PIB, o que levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira do país. As contas públicas continuam a apresentar défices significativos, limitando a capacidade do governo de responder a choques externos, como aumentos nos preços da energia. A economia de Cabo Verde, caracterizada pela dependência de importações e do turismo, enfrenta vulnerabilidades a flutuações externas, exigindo uma diversificação económica e um reforço da base produtiva para garantir um desenvolvimento sustentável.