A recuperação económica da África Subsaariana enfrenta desafios, com o Banco Mundial a rever as suas previsões de crescimento para 2026 em 4,1%, uma redução de 0,3 pontos percentuais em relação a estimativas anteriores. O relatório destaca que os riscos geopolíticos, como o conflito no Médio Oriente, e os elevados encargos com o serviço da dívida estão a limitar a capacidade da região de acelerar o crescimento e criar empregos. Além disso, o aumento dos preços dos combustíveis, alimentos e fertilizantes, aliado a condições financeiras mais restritivas, pode elevar a inflação e afetar desproporcionalmente as famílias vulneráveis. O economista-chefe do Grupo para a Região de África, Andrew Dabalen, enfatiza a necessidade de os governos direcionarem recursos para proteger os agregados familiares mais afetados, enquanto mantêm a estabilidade macroeconómica. O relatório também alerta para a elevada dívida pública, que limita o financiamento de prioridades de desenvolvimento e investimentos em infraestruturas. Com a previsão de um aumento da força de trabalho em África até 2050, o Banco Mundial defende a necessidade de um crescimento mais produtivo e diversificado, liderado pelo setor privado, para criar empregos. Para alcançar isso, é necessária uma ação coordenada em vários níveis, com foco em políticas industriais que promovam o crescimento económico e a criação de empregos. O relatório sugere que as políticas devem ser baseadas em uma compreensão realista das oportunidades e restrições de cada país, apoiadas por uma forte capacidade de implementação.