O Capital Humano Não Se Constrói Apenas em Sectores Isolados
Um novo relatório do Grupo Banco Mundial revela que dois terços dos países de rendimento baixo e médio enfrentaram quedas nos índices de nutrição, aprendizagem e qualificação da força de trabalho entre 2010 e 2025. O documento argumenta que as políticas públicas devem expandir o foco para incluir lares, bairros e locais de trabalho, além de escolas e clínicas, para acelerar o desenvolvimento do capital humano. A estagnação do capital humano é alarmante, com muitos países apresentando resultados piores do que há duas décadas, o que contribui para as disparidades de rendimento entre países ricos e pobres. O relatório também destaca que a saúde e a educação no ambiente familiar têm um impacto significativo na acumulação de capital humano. Crianças de mães com menor escolaridade tendem a ter um vocabulário e desempenho escolar inferior, o que perpetua a desvantagem ao longo da vida. Para que as crianças se desenvolvam adequadamente, é crucial que as famílias tenham acesso a recursos, como alimentação nutritiva e condições de vida seguras. Além disso, o relatório sublinha que sem investimentos significativos em saúde, educação e capacitação no local de trabalho, os países de rendimento baixo e médio continuarão a enfrentar desafios significativos. A melhoria do capital humano é essencial para criar empregos bem remunerados, reduzir a pobreza e promover o crescimento económico.
