A Cadeia Central da Praia está a implementar o Projeto de Empregabilidade da Mão-de-Obra Reclusa, que envolve 120 reclusos em ações de formação profissional. Este projeto, financiado pela cooperação portuguesa, tem como objetivo central preparar os reclusos para o cumprimento da pena, dotando-os de competências técnicas que lhes permitam ingressar no mercado de trabalho ou criar o seu próprio negócio. As atividades formativas incluem padaria, pastelaria, arte em cabedal, corte e costura, além de práticas agrícolas como a agricultura tradicional e técnicas de aeroponia. A produção gerada no interior do estabelecimento prisional não só melhora as condições alimentares dos reclusos, mas também gera excedentes que são vendidos no mercado local. A ministra da Justiça, Joana Rosa, destacou a importância da iniciativa, que também inclui acompanhamento psicossocial e formação contínua, promovendo a reintegração comunitária. O embaixador de Portugal em Cabo Verde, João Queiroz, elogiou a parceria entre os dois Estados, enfatizando a necessidade de garantir que os reclusos tenham condições para se reintegrarem na sociedade ao cumprirem a pena. Além disso, o projeto prevê a disponibilização de kits de apoio a alguns formandos, permitindo que continuem as atividades iniciadas na prisão após a libertação. Esta iniciativa é parte da política de reinserção social em meio prisional, focando na formação profissional como meio de reduzir a reincidência e promover a inclusão socioeconómica.