O Papa Leão XIV chegou à Guiné Equatorial, onde criticou a exploração colonial dos recursos minerais e a desigualdade social no país, que, apesar da sua riqueza em petróleo, tem mais da metade da população a viver na pobreza. Durante a sua visita, ele foi recebido por multidões entusiasmadas e pelo Presidente Teodoro Obiang, que está no poder desde 1979. O Papa denunciou a corrupção e o autoritarismo, pedindo às autoridades que removam os obstáculos ao desenvolvimento humano e promovam a justiça social. A Guiné Equatorial, antiga colónia espanhola, viu a sua economia transformada pela descoberta de petróleo nos anos 90, mas as receitas não beneficiaram a população em geral, enriquecendo principalmente a família Obiang. O Papa destacou a necessidade de um modelo de desenvolvimento que priorize a solidariedade e a dignidade humana, e criticou a proliferação de conflitos armados impulsionados pela exploração de recursos naturais. Durante a sua visita, o Papa também se encontrou com autoridades governamentais e religiosas, e planejou celebrar uma missa em várias localidades, incluindo Mongomo e Bata. Ele é o segundo Papa a visitar a Guiné Equatorial, após João Paulo II, que fez uma visita há 44 anos, deixando uma mensagem de paz e reconciliação.