Na noite de quarta-feira, o presidente do PAICV, Francisco Carvalho, apresentou as propostas do partido para a ilha do Sal, enfatizando a necessidade de um Estado que 'ampara' os cabo-verdianos. Durante a sua intervenção, criticou a atual governação, acusando-a de usar desculpas como a guerra e a pandemia para justificar o não cumprimento de promessas. Carvalho defendeu que é possível implementar mudanças em Cabo Verde e pediu o fim do 'espírito pesado' que permeia o discurso governamental sobre o aumento dos preços dos combustíveis. O candidato a primeiro-ministro nas eleições de 17 de Maio destacou a visão do PAICV de um Estado solidário que partilha riquezas com a população. Carlos Monteiro, líder da lista do PAICV no Sal, focou nos problemas estruturais da ilha, como a habitação, que classificou como crítica. Ele denunciou a disparidade entre a imagem turística do Sal e a realidade enfrentada pelos residentes, que lidam com a falta de saneamento e um sistema de saúde precário. Monteiro alertou que os residentes têm medo de adoecer devido à falta de infraestruturas adequadas e à necessidade de transferências médicas para a Praia. Ele argumentou que a riqueza gerada pelo turismo deve beneficiar a população local, promovendo a justiça social e dignidade para quem trabalha na indústria turística. Além disso, propôs a formação profissional como uma solução para a escassez de mão de obra qualificada na ilha, assim como melhorias no saneamento e no sistema de saúde local.