O Relatório Global sobre Crises Alimentares de 2026 revela que a insegurança alimentar aguda dobrou na última década, com duas crises de fome declaradas no ano passado. Apenas 10 países, incluindo Afeganistão e Nigéria, abrigam dois terços das pessoas afetadas, evidenciando a concentração do problema. O relatório também menciona Moçambique como um país lusófono enfrentando uma crise nutricional moderada, exacerbada por chuvas intensas e ciclones. As crises de fome foram identificadas em Gaza e no Sudão, marcando a primeira vez que duas crises desse tipo foram confirmadas em contextos distintos no mesmo ano. Isso indica uma escalada nas formas mais extremas de fome, impulsionada por conflitos e restrições ao acesso humanitário. Em 2025, 266 milhões de pessoas em 47 países enfrentaram altos níveis de insegurança alimentar aguda, um aumento significativo em relação a anos anteriores. O relatório também destaca o impacto da deslocação forçada, com mais de 85 milhões de pessoas deslocadas em contextos de crise alimentar. A situação é crítica, especialmente para crianças, com 35,5 milhões sofrendo de desnutrição aguda. O documento alerta que, em 2026, a insegurança alimentar severa continuará a ser um problema crítico, impulsionado por conflitos e incertezas econômicas.