O jurista sul-africano Andre Thomashausen expressou preocupações sobre os protestos anti-imigração na África do Sul, afirmando que a situação é bastante grave e tende a piorar. Ele destacou que as autoridades não possuem medidas adequadas para lidar com a crescente tensão social, especialmente com o apelo da 'Operação Dudula' para uma concentração em massa que visa forçar os imigrantes a deixarem o país. Thomashausen também mencionou a decadência da polícia sul-africana, que enfrenta sérias acusações de corrupção e está infiltrada por elementos do crime organizado. As manifestações anti-imigração têm se intensificado, com multidões saindo às ruas em Joanesburgo e Pretória para protestar contra a imigração ilegal. Grupos como a 'Operação Dudula' exigem a aplicação rigorosa das leis de imigração e deportações em massa, negando qualquer acusação de xenofobia. Recentemente, o Consulado da Nigéria em Joanesburgo confirmou a morte de dois cidadãos nigerianos em meio a essas tensões. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou preocupação com os relatos de ataques xenófobos e pediu que as preocupações com a imigração não resultem em ódio entre africanos. O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, também condenou os ataques xenófobos e pediu calma. A Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos manifestou preocupação com a violência xenófoba, que faz parte de um padrão histórico no país, com incidentes que datam de décadas atrás. Atualmente, a África do Sul abriga cerca de 3,95 milhões de migrantes, representando 6,5% da população, mas especialistas acreditam que esse número pode ser significativamente maior. A maioria dos imigrantes provém de países vizinhos, como Lesoto, Zimbabué e Moçambique, que têm uma longa história de migração para a África do Sul em busca de melhores oportunidades.