O presidente da AJOC, Geremias Furtado, destacou a importância da resiliência dos jornalistas cabo-verdianos no exercício da sua profissão, especialmente em um contexto de desafios como a precariedade laboral e a intimidação. Durante as comemorações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Furtado sublinhou que a falta de clareza legal sobre o segredo de justiça e a desigualdade no financiamento entre órgãos públicos e privados são preocupações significativas para a classe. Ele enfatizou que um maior pluralismo informativo é essencial para uma opinião pública mais esclarecida. Furtado também alertou para a necessidade de reforçar a literacia mediática e digital, especialmente entre os jovens, como uma forma de combater a desinformação. A AJOC reafirmou seu compromisso em defender os jornalistas e incentivou uma maior adesão à associação para fortalecer a luta por melhores condições no setor. O evento também incluiu a divulgação do Prémio Nacional de Jornalismo e uma conferência sobre fake news. O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo à proteção dos direitos dos jornalistas, destacando o aumento de jornalistas mortos em zonas de guerra. A situação de Cabo Verde em termos de liberdade de imprensa, embora não seja alarmante, requer atenção, especialmente após a queda no ranking da liberdade de imprensa, onde o país caiu 10 posições em relação ao ano anterior.