O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a confirmação de nove casos de infeção por hantavírus, com mais dois casos prováveis e três mortes relacionadas a passageiros e tripulantes do navio cruzeiro 'Hondius'. Apesar do longo período de incubação do vírus, a OMS acredita que o risco de um surto maior é baixo, uma vez que os infectados estão isolados e sob vigilância médica. Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma conferência de imprensa em Madrid, pediu que todos os países que receberam pessoas do navio realizem uma quarentena de 42 dias para evitar a propagação do vírus. O navio 'Hondius' foi submetido a quarentena em Cabo Verde antes de ser transferido para as Canárias, onde mais de 120 pessoas foram repatriadas. O governo espanhol coordenou a operação de desembarque, destacando a importância da solidariedade internacional em tempos de crise de saúde. A OMS e a União Europeia solicitaram a Espanha para ajudar na operação, dada a incapacidade de Cabo Verde para realizar a repatriação de todos os passageiros. O diretor-geral da OMS também enfatizou que a cooperação internacional é crucial para enfrentar desafios de saúde global, e que a solidariedade deve prevalecer sobre o egoísmo. A variante do hantavírus detectada no 'Hondius' é rara e pode ser transmitida entre pessoas, o que aumenta a necessidade de vigilância e controle rigoroso das situações de surto.