A comunidade cabo-verdiana residente em São Tomé e Príncipe está a exigir uma maior inclusão no processo político do país, especialmente com as eleições legislativas marcadas para 17 de Maio. Em declarações à Inforpress, representantes da diáspora expressaram o seu desejo de participar ativamente na vida política de Cabo Verde, mas relataram dificuldades relacionadas com o acesso à informação e o recenseamento eleitoral. Natália Neves Semedo Pereira Lopes, uma das vozes da comunidade, destacou a sua expectativa em votar nas próximas eleições, agradecendo ao Governo cabo-verdiano pela ajuda que recebe. Ela mencionou que, apesar de estar reformada, continua a trabalhar como revendedora de pão, o que complementa a sua pensão social. Outro membro da diáspora, Lourença Sanches, também manifestou a sua esperança em que o próximo Governo tome medidas para melhorar as condições de vida da população. Ela enfatizou que a diáspora mantém uma ligação constante com Cabo Verde, acompanhando os eventos políticos e sociais do país. Além disso, a comunidade cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe, que é uma das mais antigas e numerosas na África, acredita que a criação de voos diretos entre os dois países facilitaria a aproximação entre famílias e comunidades, reduzindo custos e tempo de viagem.