A administração norte-americana decidiu suspender a exigência de cauções que variavam entre cinco mil e 15 mil dólares para adeptos estrangeiros que possuem bilhetes confirmados para o Campeonato do Mundo de 2026. Esta decisão, anunciada pelo Departamento de Estado, aplica-se aos adeptos que utilizam o sistema 'FIFA Pass', criado para agilizar o processamento de vistos para o evento que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. A secretária adjunta para os Assuntos Consulares, Mora Namdar, expressou o entusiasmo dos Estados Unidos em organizar o que promete ser o maior e melhor Campeonato do Mundo da história. A suspensão das cauções é uma medida excepcional que visa facilitar a entrada de adeptos qualificados, especialmente aqueles provenientes de países considerados de maior risco em termos de permanência ilegal ou segurança. Entre os países afetados pelas exigências de caução estão Cabo Verde, Argélia, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia, cujas seleções estão qualificadas para o torneio. A política migratória dos EUA tem sido criticada por organizações de direitos humanos e entidades do setor turístico, que alertam para as dificuldades que os adeptos estrangeiros enfrentam para acessar o Mundial. A Amnistia Internacional e várias associações norte-americanas emitiram avisos direcionados a viajantes internacionais, enquanto o setor hoteleiro expressou preocupações sobre o impacto das restrições na procura relacionada ao evento. A 23.ª edição do Campeonato do Mundo contará com a participação de 48 seleções, incluindo Portugal, e será a primeira vez que o torneio será organizado de forma tripartida entre os três países.