O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, anunciou o término do estado de emergência que vigorava no país desde a crise da Covid-19, prolongado em 2022 devido à invasão russa da Ucrânia. Magyar utilizou as redes sociais para comunicar que o 'estado de emergência de guerra na Hungria está a chegar ao fim', sinalizando um retorno à normalidade. Este estado de emergência conferiu ao governo de Viktor Orbán a capacidade de governar por decreto, o que gerou críticas entre os parceiros europeus. As medidas de emergência foram inicialmente decretadas em 2020 para lidar com os efeitos da pandemia, mas foram estendidas em 2022, citando razões humanitárias e de segurança. O último prolongamento, aprovado pelo parlamento húngaro no final do ano passado, terminou na quarta-feira. Durante os últimos quatro anos, o governo húngaro promulgou mais de 170 decretos. Apesar do fim do estado de emergência, algumas disposições, como os apoios ao setor agrícola e a limitação dos preços dos combustíveis, permanecerão em vigor devido a uma nova lei aprovada recentemente no parlamento. Esta situação reflete a complexidade da recuperação e adaptação do governo húngaro às novas realidades sociais e econômicas.