A emigração de jovens cabo-verdianos é um tema controverso que gera intensos debates na sociedade. De um lado, há quem veja a emigração como uma 'fuga de cérebros', uma perda significativa de talentos que poderia contribuir para o desenvolvimento do país. Por outro lado, figuras como Kevin Tezzo argumentam que essa mobilidade pode ser uma oportunidade valiosa para os jovens, permitindo-lhes adquirir experiências e conhecimentos que podem ser benéficos tanto para eles quanto para Cabo Verde no futuro. Tezzo destaca que a emigração não deve ser vista apenas como um problema, mas como uma possibilidade de crescimento pessoal e profissional. Ele sugere que, com os novos acordos legais e a crescente globalização, os jovens podem explorar oportunidades que antes eram inacessíveis. Essa visão positiva contrasta com a perspectiva mais pessimista que se concentra nas consequências negativas da emigração. O debate continua a evoluir, com diferentes vozes se manifestando sobre o impacto da emigração na sociedade cabo-verdiana. Enquanto alguns defendem a necessidade de políticas que incentivem a permanência dos jovens no país, outros acreditam que a emigração pode ser uma parte essencial do futuro de Cabo Verde, contribuindo para uma rede global de cidadãos cabo-verdianos.