O artigo aborda as críticas dirigidas a Francisco Carvalho, que, ao ser eleito, mencionou casos de corrupção e compra de consciências. A indignação de certos setores da sociedade é vista como uma hipocrisia, uma vez que muitos enriqueceram à custa do Estado e agora se opõem a qualquer mudança. A classe dominante, que perpetua privilégios desde a independência, teme que novas vozes, como a de Carvalho, possam desafiar a ordem estabelecida. O autor denuncia a normalização da corrupção e a manipulação do sistema democrático em Cabo Verde, sugerindo que a aparência de democracia é mantida a qualquer custo.