A Assembleia Nacional de Cabo Verde aprovou um novo regime jurídico que permite aos estudantes universitários sem emprego remunerado celebrar contratos de trabalho temporário com horários flexíveis. Esta medida visa combater o abandono escolar, que tem sido exacerbado por dificuldades económicas enfrentadas pelas famílias cabo-verdianas. A nova lei estipula que os estudantes podem trabalhar até 22 horas por semana, com horários que não coincidam com as aulas, garantindo assim a continuidade dos estudos. O diploma reconhece que a situação financeira das famílias é um fator crítico para o acesso e permanência no ensino superior. A lei também exclui estudantes que não tenham aproveitamento escolar em dois anos consecutivos, salvo em casos justificados. A gestão do programa ficará a cargo da FICASE, que será responsável pela divulgação das vagas e supervisão dos contratos. Além disso, a nova legislação oferece incentivos fiscais para as empresas que contratem estudantes, como isenção de contribuição patronal e deduções no imposto sobre o rendimento. Os contratos terão uma duração máxima de 12 meses por ano letivo e poderão ser renovados, permitindo que os estudantes conciliem trabalho e estudos de forma mais eficaz.