Trabalhadores dos Correios de Cabo Verde expressaram preocupações sobre alegados favorecimentos políticos nas contratações internas, afirmando que os processos têm beneficiado pessoas ligadas ao Movimento para a Democracia (MpD). Denúncias anônimas revelam que funcionários antigos foram preteridos em favor de novos colaboradores, muitos dos quais são descritos como militantes do partido no poder. Os denunciantes acusam o PCA, Isidoro Gomes, de manipular os processos de seleção, criando um ambiente de desmotivação entre os trabalhadores mais antigos. Além das alegações de favoritismo, os funcionários apontam irregularidades como a inclusão de nomes na lista final que não estavam nas listas iniciais e a falta de critérios claros para as admissões. A insatisfação é exacerbada pela promessa não cumprida do “15º mês” e pela falta de progresso nas atualizações do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que deveria ter sido implementado em janeiro de 2026. Os trabalhadores pedem uma investigação sobre os processos de recrutamento e reclassificação, clamando por maior transparência e igualdade de oportunidades. A situação atual levanta questões sobre a gestão interna e o respeito pelos direitos laborais, com muitos funcionários sentindo-se desconsiderados após anos de serviço.