O presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos (CCSL), José Manuel Vaz, parabenizou o novo primeiro-ministro eleito, Francisco Carvalho, durante uma comunicação sobre os resultados das recentes eleições legislativas. Vaz enfatizou a importância do reforço do diálogo social e da concertação social, além de solicitar um aumento do salário mínimo nacional. A CCSL manifestou preocupação com a situação de milhares de trabalhadores na economia informal, que enfrentam condições de trabalho precárias, incluindo longas jornadas sem descanso e sem acesso à segurança social. O presidente da CCSL destacou que a taxa de desemprego em Cabo Verde é de cerca de 4,6%, mas acredita que poderia ser ainda mais baixa com melhores condições salariais. José Manuel Vaz também mencionou que, a partir de janeiro do próximo ano, o salário mínimo poderá ser ajustado para cerca de 25 mil escudos, em comparação com os atuais 19 mil escudos na administração pública e 17 mil escudos no setor privado. A CCSL defende que o salário mínimo nacional deve atingir 50 mil escudos até 2040, considerando que Cabo Verde está atrasado em comparação com outros países. Além disso, a central sindical destacou a necessidade de implementar o Plano de Carreiras Funções e Remunerações (PCFR), que ainda aguarda regulamentação para várias classes profissionais. Vaz também denunciou situações de incumprimento salarial em alguns municípios, onde trabalhadores recebem abaixo do salário mínimo estabelecido.