Cabo Verde enfrenta um momento crítico em sua democracia, onde a ideia de que os cargos políticos pertencem mais às pessoas do que às instituições está a prevalecer. Esta mentalidade tem levado a uma série de comportamentos típicos durante as transições de poder, incluindo corridas administrativas e uma ocupação apressada de espaços políticos. A ansiedade burocrática que se segue a essas transições reflete uma falta de confiança nas instituições, que deveriam ser o pilar da democracia. O legado de Aristides Pereira, que defendia a importância das instituições, parece estar a ser esquecido em favor de interesses pessoais. A situação atual levanta questões sobre a estabilidade e a eficácia do sistema democrático em Cabo Verde.