O antigo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, expressou preocupação com o aumento de discursos apologistas de soluções autocráticas e golpistas em Cabo Verde. Em uma publicação nas redes sociais, ele criticou o que chamou de manifestações 'sem vergonha' de apoio a regimes autoritários, incluindo elogios a 'déspotas e tiranos'. Fonseca argumenta que esses discursos muitas vezes se baseiam em argumentos históricos e culturais para justificar posições que vão contra os valores democráticos. Ele também mencionou que tais posturas são resultado de uma combinação de ignorância e manipulação, aproveitando-se das dificuldades e incertezas que a sociedade enfrenta. O ex-chefe de Estado enfatizou a importância de que os defensores da liberdade e da democracia permaneçam vigilantes e engajados na promoção dos valores democráticos que foram consolidados em Cabo Verde nas últimas décadas. Fonseca concluiu com um apelo à resistência contra a tirania e a necessidade de uma luta contínua pela cultura da democracia e pelo fortalecimento das instituições. Ele reafirmou que 'em Cabo Verde não haverá regresso ao passado', destacando a importância de uma ação séria e perseverante contra a propagação de ideias que ameaçam a democracia.