O contrato de arrendamento de um prédio urbano em Achada São Filipe, Cabo Verde, foi assinado em março de 2021, prevendo uma renda mensal de 400 mil escudos. Este imóvel foi arrendado pela Direção-Geral dos Transportes Rodoviários, mas, mais de cinco anos depois, a delegação nunca abriu portas no edifício. Apesar da inatividade, o contrato permanece em vigor, com a possibilidade de renovação automática por períodos sucessivos de um ano. Além das rendas mensais, o Estado de Cabo Verde também investiu em obras de beneficiação no imóvel, que estão avaliadas em mais de 25 mil contos. Curiosamente, o contrato estipulava que tais intervenções seriam de responsabilidade do proprietário, levantando questões sobre a gestão e uso dos recursos públicos. A situação levanta preocupações sobre a eficiência do uso do espaço público e a responsabilidade de entidades governamentais em garantir que os contratos sejam cumpridos de forma a beneficiar a população. A falta de ocupação do edifício e os custos associados podem ser vistos como um desperdício de recursos que poderiam ser melhor utilizados em outras áreas.