Agricultores da região de Santiago Norte estão a considerar a redução das áreas de cultivo para a próxima campanha agrícola, motivados pela escassez de mão-de-obra e pela incerteza das chuvas. Em declarações à Inforpress, vários agricultores expressaram preocupação com os investimentos a serem realizados, especialmente após prejuízos acumulados nos últimos anos devido a fatores adversos. As dificuldades em encontrar trabalhadores para as várias fases da produção agrícola, desde a preparação do solo até à colheita, são uma das principais preocupações. Além disso, a irregularidade das chuvas tem sido um fator limitante, com agricultores como Tony Moreira e Jorge Barbosa a referirem que, apesar de algumas chuvas satisfatórias em 2025, a precipitação continua a ser imprevisível. Alcinda Varela destacou que a falta de chuvas após a semeadura compromete o crescimento das plantas, resultando em perdas significativas. Os agricultores também mencionaram os danos causados por pragas e animais, como as galinhas-do-mato e macacos, que frequentemente atacam as plantações. Adriano Vaz acrescentou que a escassez de mão-de-obra durante a colheita é um problema persistente, que pode levar a perdas consideráveis mesmo em anos de produção abundante. Diante deste cenário, os agricultores decidiram cultivar áreas menores como uma estratégia para mitigar riscos, mantendo, no entanto, a esperança de uma boa época agrícola com chuvas regulares para a semeadura de culturas tradicionais como milho e feijão.