A Associação Lantuna manifestou a sua preocupação com a retoma das obras na praia de São Francisco, afirmando que os recentes acontecimentos levantam sérias dúvidas sobre a legalidade do projeto. Apesar das informações do Instituto Marítimo e Portuário (IMP) que indicam que as obras estão embargadas desde fevereiro, a associação questiona o cumprimento dessa decisão. A falta de transparência e a possibilidade de riscos para um espaço que é parte da identidade coletiva da comunidade foram destacados como questões críticas. O projeto original previa a instalação de uma estrutura amovível e provisória em madeira, mas a área de construção foi ampliada em mais de 120 metros quadrados, utilizando betão, um material proibido naquela zona costeira. Além das questões legais, a obra está a ser realizada numa área sensível para a reprodução de tartarugas marinhas, uma espécie protegida, o que levanta preocupações ambientais significativas. Diante dessa situação, o Ministério Público solicitou ao Tribunal da Comarca da Praia, no final de maio, a anulação da concessão de 600 metros quadrados do domínio público marítimo que foi atribuída aos promotores do empreendimento. A Associação Lantuna continua a exigir maior fiscalização e transparência nas obras, enfatizando a importância de proteger o património natural e cultural da região.