A ONU alertou que a violência dos colonos israelitas na Cisjordânia atingiu níveis máximos em 2026, com mais de mil ataques que afetaram mais de 230 comunidades. Desde janeiro, mais de 2.200 cidadãos palestinianos foram forçados a abandonar suas residências devido a ataques de colonos e outras restrições de acesso. Além disso, centenas de palestinianos foram deslocados devido a demolições realizadas pelas autoridades israelitas. Na semana passada, mais de 30 palestinianos ficaram feridos em ataques de colonos, que também causaram danos significativos a propriedades e infraestruturas. O Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas observou que a taxa atual de ataques, com uma média de seis incidentes por dia, é a mais elevada já registrada. Os incidentes aumentaram drasticamente desde 7 de outubro de 2023, após os ataques do Hamas contra Israel, e os primeiros nove meses do ano já mostravam números alarmantes de palestinianos mortos. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos informou que mais de 36 mil palestinianos foram obrigados a fugir de suas casas em um ano, aumentando os temores de limpeza étnica na região, onde os colonatos são considerados ilegais pelo direito internacional.