A aldeia piscatória de São Pedro, em São Vicente, enfrenta novamente a falta de sinal da Televisão Digital Terrestre (TDT), justo durante a Copa do Mundo. Este problema, que já havia afetado a comunidade por quase três meses, foi resolvido há apenas 15 dias, mas a situação voltou a se repetir, provocando indignação entre os moradores que se sentem excluídos. Muitos não têm condições financeiras para adquirir antenas parabólicas, o que limita suas opções para acompanhar os jogos e a programação nacional. O líder comunitário, Luís Andrade, expressou ao jornal A NAÇÃO o impacto psicológico e social que essa falha recorrente tem causado. A comunidade defende que o acesso à informação é um direito fundamental e que a exclusão contínua representa uma violação grave. A CV Broadcasting, responsável pela TDT, justificou as falhas com problemas de energia elétrica e danos nos centros emissores, mas não apresentou soluções preventivas. A situação em São Pedro destaca as fragilidades na gestão da transmissão televisiva e a marginalização das comunidades periféricas. Para os moradores, o problema transcende a questão técnica, tornando-se uma questão de direitos constitucionais e igualdade no acesso à informação. A confiança na CV Broadcasting e nas autoridades locais está em declínio, enquanto a população exige soluções definitivas e transparentes.