O candidato presidencial Nino Monteiro, que é descendente de cabo-verdianos, anunciou que irá recorrer da decisão do Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe que rejeitou a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 19 de Julho. Esta decisão foi comunicada pelo partido que apoia Monteiro, o MCI-PS, que considera a rejeição uma violação do princípio da igualdade de direitos consagrado na Constituição do país. José Carvalho de Rio, secretário-geral do MCI-PS, afirmou que a rejeição da candidatura se baseou na interpretação de que a mãe de Monteiro não é são-tomense de origem, o que, segundo ele, é uma interpretação injusta e discriminatória. Carvalho de Rio sublinhou que esta decisão não apenas afeta Nino Monteiro, mas também todos os são-tomenses nascidos no arquipélago que são descendentes de cidadãos estrangeiros. O dirigente político fez um apelo para que os descendentes nascidos em São Tomé e Príncipe se unam contra a discriminação e a xenofobia. Ele anunciou que o MCI-PS irá recorrer da decisão junto do Tribunal Constitucional, esperando que os juízes reavaliem o caso e ajam em conformidade com a justiça, em vez de atender a interesses particulares. O Tribunal Constitucional já admitiu as candidaturas de outros cinco candidatos para as eleições presidenciais, mas a exclusão de Monteiro gerou um debate sobre a inclusão e os direitos dos cidadãos são-tomenses descendentes de imigrantes.