O artigo analisa a situação política em Cabo Verde após as recentes derrotas eleitorais do MpD, liderado por Ulisses Correia e Silva. O PAICV, sob a liderança de Janira Hopffer Almada, emergiu como uma força dominante, assumindo a presidência da Assembleia Nacional e o governo. A perda de poder do MpD é atribuída à arrogância de Ulisses, que, ao tentar controlar tudo, acabou por perder influência significativa. O texto critica o 'ulissismo', uma abordagem política que, segundo o autor, promoveu o oportunismo e a mediocridade, resultando em um ambiente político tóxico. O autor destaca que, apesar da saída de Ulisses do poder, ele continua a influenciar os bastidores da política, tentando garantir sua relevância futura. A reação dos apoiantes do MpD é descrita como alarmista, com previsões sombrias sobre o futuro político do país, incluindo temores de um retorno ao partido único. O autor sugere que essas preocupações são infundadas e refletem a resistência à mudança que a nova liderança representa.