As Nações Unidas expressaram preocupação com a nova legislação da União Europeia que permite o retorno de migrantes rejeitados, sublinhando que os países da UE não podem transferir suas obrigações em matéria de direitos humanos para países terceiros. O Alto-Comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, destacou que a detenção e o retorno de pessoas vulneráveis, incluindo crianças, para países terceiros é um ato delicado que pode resultar em violações dos direitos humanos. Türk enfatizou que a proteção dos direitos humanos e da dignidade deve ser uma prioridade, tanto na prática quanto na legislação. Atualmente, apenas cerca de 20% das ordens de deportação de migrantes indocumentados resultam em retornos efetivos, o que levanta críticas sobre a eficácia das políticas de imigração. A Comissão Europeia, sob pressão para endurecer as regulamentações, apresentou propostas que visam aumentar o número de deportações, mas essas medidas têm sido criticadas por defensores dos direitos humanos. O Alto-Comissário reiterou que as ordens de deportação devem ser baseadas em casos individuais e respeitar o princípio da não-rejeição, que proíbe a devolução de indivíduos a locais onde possam sofrer graves violações de direitos humanos.