O Movimento para a Democracia (MpD) manifestou preocupações sobre a recente nomeação do novo governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), especialmente em relação ao fato de o primeiro-ministro acumular a pasta das Finanças. O partido considera que essa acumulação pode ser arriscada, dada a complexidade técnica e a intensidade de esforço que o cargo exige, podendo resultar em prejuízos para o país. Além disso, o MpD destacou a necessidade de garantir um desempenho técnico elevado no Ministério das Finanças, essencial para manter a confiança de investidores e parceiros internacionais. O partido expressou que a função de coordenar toda a atividade governativa não é compatível com a gestão das Finanças, sugerindo que essa abordagem pode comprometer a eficácia do governo. Em resposta, o primeiro-ministro Francisco Carvalho justificou a acumulação de funções como uma forma de assegurar que as prioridades do governo permanecessem alinhadas com as promessas feitas durante a campanha eleitoral. O MpD também criticou a representação feminina no novo governo, que conta com apenas duas ministras e uma secretária de Estado entre 18 membros, comparado a um governo anterior que tinha uma representação ligeiramente melhor. Essas declarações surgem em um contexto de transição política após as eleições de 17 de maio, onde o PAICV venceu e formou o novo executivo, e refletem a preocupação do MpD em relação à governança e à inclusão de gênero na política cabo-verdiana.