O Governo cubano denunciou que os Estados Unidos estão a impor um bloqueio total, comparável a um bloqueio militar, que inclui restrições severas ao comércio de petróleo e tecnologias essenciais. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez, afirmou que este plano de asfixia económica visa impedir que empresas estrangeiras façam negócios com Cuba, especialmente no setor energético. Rodriguez destacou que as sanções dos EUA afetam diretamente a empresa estatal CUPET, responsável pela extração e refinação de petróleo, e que Washington considera que possui ativos que foram 'ilegalmente expropriados'. A situação é ainda mais complicada pela ordem executiva emitida pelo Presidente Donald Trump, que ameaça sanções a entidades que operem em setores vitais para Cuba. Além disso, o ministro sublinhou que os EUA estão a pressionar outros países a interromperem a cooperação com Cuba, especialmente na área da saúde, o que tem levado a uma redução significativa da assistência médica recebida pela ilha. Esta pressão internacional tem contribuído para uma crise energética profunda, com apagões que podem durar até 72 horas. A economia cubana, já debilitada, enfrenta uma contração estimada de 6,5% este ano, somando-se a uma queda acumulada de mais de 15% nos últimos anos. A situação tem gerado um clima de incerteza e desespero entre a população, que enfrenta dificuldades crescentes para suprir necessidades básicas.